Saturday, October 22, 2005
O dia da escrita
Hoje é , sem dúvida, o dia da escrita. Logo de manhã criei este blog, e ainda há pouco comprei um diário, um substituto daquele amigo imaginário a quem se sussurram os episódios do dia-a-dia.
Como podia eu ser uma jovem adulta de 22 anos, estudante de psicologia, sem um blog, um livejournal nem sequer um caderno de anotações?!
Inadmissível, situaçao insustentável digna de medidas extremas. Hoje às 11h30 da manhâ, tendo faltado ao treino de Shaolin, resolvi redimir-me alterando este estado sombrio sem palavras.
Tal como um jardim sem flores, um barco sem leme, uma loura sem batôn, eu flutuava na insanidade solitária de quem não tem um diário. Tudo isso agora faz parte do passado
A minha musa inspiradora desta nova fase da minha vida foi a mítica Carolina de Matos, amiga de infância desde os 10 anos de idade. Ela leu-me alguns dos seus sombrios mas fantásticos contos escritos no seu diário. Desta forma dei de caras com uma terrivel lacuna na minha vida: a falta de um diário!!!

Não se metam com a autoridade,
arriscam-se como eu e uma amiga minha a quem haviam roubado a mala no seu estabelecimento de ensino a uma longa sessão na esquadra mais próxima.
ora e lá estávamos nós sentadas no gabinete do Sr. Chefe Costa a descrever cada item roubado.
os problemas começaram quando o chefe não sabia de todo como introduzir os dados no computador topo de gama que tinha à sua frente.
teclava a uma velocidade de 1 letra por minutos e aproximava a sua face quase até espetá-la no fantástico plasma da última moda.
não é dificil então perceber porque ficámos lá cerca de 2 horas. O chefe teve alguma dificuldade em introduzir itens como os óculos da Gucci (os quê?!)
A tão afável convívio, juntaram-se todos os agentes da esquadra, pouco mais velhos que nós, e entusiasmados com as visitantes. Aproveitaram para fazer uma pausa nos seus ofícios para nos acolherem e ajudarem os chefe costa.
A conversa rapidamente descambou para o estado da justiça em Portugal e também para as operações Stop. Foi nesta altura que eu e a minha amiga tivemos a oportunidade única de receber algumas dicas da autoridade.
Sendo nós novas moças, quando somos então interpeladas numa operação stop, nada devemos temer, já que os agentes nada pretendem a não ser falar alguns minutos com um membro feminino.
Não sei o que seria de mim enquanto condutora e cidadã deste país sem estes preciosos conselhos.





